O adiantado da hora


ISBN:8573027754
Informações sobre a obra
Quarta capa
Orelha
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Informações sobre a obra

Carlos Heitor Cony nos surpreende no seu 16º romance, narrado com uma linguagem bastante diferente de suas obras anteriores. Como trilha sonora para O Adiantado da Hora, uma farsa rocambolesca e cheia de humor, Cony sugere a peça Carmina Burana e o ponto de macumba Cadê Vira-mundo, ô pemba.

O Adiantado da Hora conta a história de Zé Mário, um misto de contínuo, moço de recados e faxineiro de um escritório de advocacia que um dia recebe a missão de se instalar em Cabo Frio e acaba se envolvendo com um elenco de personagens delirantes: uma alemã libertina, desaparecida misteriosamente; o ex-vereador, ex-deputado cassado por decoro parlamentar, corruptor de menores e vigarista em tempo integral Seabra; a morta ressuscitada Aparecida, mulher de conhecido furor uterino; dois forasteiros negros sexualmente bem-dotados; e a filha de Seabra, jovem de belo fêmur. O que tais personagens teriam a ver com as negociações de um programa nuclear entre Brasil e Alemanha, e a intenção de construir uma bomba atômica na Região dos Lagos, é o que o inepto Zé Mário se dispõe a descobrir. E nada descobre.

Número de páginas: 217
Editora: Objetiva
Lançamento: 2006 - Objetiva

Quarta capa

“Eu inventara uma história fantástica, uma farsa inconseqüente, raiando a chantagem, tendo como ponto de partida um elemento desvairado que dizia ter tido ‘intercurso sexual com uma santa que brevemente seria levada à glória dos altares’. E tendo como cenário principal a absurda construção de ‘uma usina nuclear que violaria acordos internacionais dos quais o Brasil era um dos signatários, colocando em perigo o equilíbrio do mundo e a paz universal’.”

O Adiantado da Hora é o primeiro romance inédito de Carlos Heitor Cony publicado nos últimos três anos. Um texto leve e irônico, rapsódia&farsa, uma obra que brinca deliciosamente com a noção de verdade e mentira.

Orelha

Rapsódia & Farsa

É corrente a noção de que a idade confere serenidade aos trabalhos produzidos nesse estágio da vida de um autor. A obra de Carlos Heitor Cony vai contra a corrente. No lugar do conforto, ele propõe o desafi o. É o que o crítico literário Edward Said, da Universidadede Columbia, chamou de prerrogativa do período crepuscular dos grandes escritores: o poder de transmitir desencanto e prazer, sem resolver a contradição entre os dois. Cony não está aqui para esclarecer. Com vigor e irreverência, o escritor nos traz este inédito O Adiantado da Hora: um romance burlesco que conduz em sua narrativa fluida, uma trama intrincada e um elenco de personagens delirantes. Um texto de leveza e ironia lapidares que joga com as noções de verdade e mentira. “A demência tudo vence” é a epígrafe de sua história. Zé Mário, aos 30 anos de idade, com a matrícula da Faculdade de Direito trancada e nenhuma vocação para a advocacia ou qualquer outro ofício, sobrevive fazendo bicos e quebrando galho no escritório Evandro, Gouveia & Advogados Associados, no Centro do Rio. É uma mistura de contínuo, moço de recados e faxineiro – até que um dia recebe do Dr. Evandro, um amigo de seu finado pai, a missão especial de se instalar em Cabo Frio por algumas semanas para “captar informações”. Desta vez, Zé Mário teria que montar as peças de um quebra-cabeças constituído por uma alemã libertina, de coxas teutônicas, desaparecida misteriosamente; pelo ex- vereador, ex-deputado cassado por decoro parlamentar, corruptor de menores e vigarista em tempo integral Seabra; pela morta ressuscitada Aparecida, mulher de conhecido furor uterino; por dois forasteiros negros sexualmente bem dotados; e pela filha de Seabra, jovem de belo fêmur. O que tais personagens teriam a ver com as negociações de um programa nuclear entre Brasil e Alemanha, e a intenção de construir uma bomba atômica na Região dos Lagos, é o que o inepto Zé Mário se dispõe a descobrir. E nada descobre. Cony coloca o leitor no centro deste ardil. E sugere como trilha sonora para O Adiantado da Hora, concebido como um romance picaresco, a peça Carmina Burana e o ponto de macumba Cadê Vira-mundo, ô Pemba. Decifre a rapsódia, devore esta farsa.

Carlos Heitor Cony é carioca. Além de romancista, é autor de livros de crônicas, ensaios biográficos e adaptações de clássicos universais. Ganhou quatro vezes o Prêmio Jabuti, duas vezes o de Livro do Ano (1996 e 1998), ambos concedidos pela Câmara Brasileira do Livro. Ganhou também o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra, e o Prêmio Nacional Nestlé de Literatura, em 1999. Colunista diário da Folha de S. Paulo e comentarista da rádio CBN, tem suas crônicas publicadas em diversos jornais do país. É membro da Academia Brasileira de Letras.

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Primeiro capítulo do livro "O Adiantado da Hora"